Interesse por reformas cresce durante a quarentena

August 10, 2020

Se por um lado a chegada da COVID-19 provocou grave crise no comércio local, por outro tem criado novas oportunidades no ambiente digital. Por conta do isolamento forçado, os compradores de perfil mais tradicional, ainda que com alguma desconfiança inicial, aprenderam a comprar nos sites e aplicativos de e-commerce.

 

Além disso, os principais portais de notícias, como a Folha de S. Paulo e o Universo Online (UOL) mostraram que ao longo desse período, o número de acesso aos seus conteúdos tem batido recordes de audiência, confirmando a migração dos hábitos dos consumidores para o ambiente digital.

 

De olho nisso, os comerciantes passaram a ter uma olhar mais atento aos negócios na internet, buscando alternativas para recuperar partes dos negócios perdidos e ampliar as suas vendas. Segundo o Termômetro da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), em todo o país, 42% dos empresários do setor registraram crescimento nas vendas nos últimos 3 meses em relação ao mesmo período do ano passado. Cerca de 20% apontaram queda e 38% disseram que elas se mantiveram constantes.

 

O ICVA, indicador de varejo da Cielo, também confirma a alta no ramo: o faturamento da venda de materiais de construção subiu 33,1%, na semana de 19 a 25 de julho, e foi o único da categoria de bens duráveis a ter elevação no período. Tiago Mendonça, CEO de uma rede de lojas do segmento com 90 estabelecimentos em 70 cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, foi um dos que sentiram o faturamento crescer em plena crise. A empresa registrou crescimento de 130% nos canais de venda on-line durante a pandemia, o que já representa 71% do faturamento total.

 

Dados da pesquisa da Anamaco confirma: grandes empresas tiveram melhor desempenho. As companhias com menor porte (de 1 a 4 funcionários) apontaram queda de 33% nas vendas. Nas lojas de maior porte, esse indicador variou entre 14% e 20%, bem abaixo do nível registrado nas pequenas corporações. Segundo o estudo, em relação a quais produtos foram mais vendidos, 67% das respostas no segmento de revestimento cerâmico foram positivas, parcela que foi de 46% nas empresas focadas em produtos básicos (como cal, cimento, madeira, areia), e apenas 30% no ramo especializado em material elétrico.

 

Qual a razão?

 

Com o isolamento social, o interesse das pessoas por reformas em casa aumentou. Entre fevereiro e abril deste ano, a procura por materiais de construção na internet cresceram 35% e as buscas pelo termo "tinta de parede" tiveram alta de 61%, segundo um estudo da BTG Pactual. Um levantamento da fintech de crédito Lendico também constatou que houve avanço de 4% nos pedidos de empréstimos para cuidados ou reformas na casa. Entre abril e maio, a indústria Anjo Tintas, por exemplo, obteve crescimento de 95% nas vendas de esmalte sintético de base com água, 17% em tintas spray e 8% em tintas acrílicas. O portal da empresa registrou aumento de cerca de 80% no número de acessos.


A hipótese apontada pela associação Anamaco é que a medida de sustentação da renda, do chamado auxílio emergencial, no valor de R$ 600, adotada pelo governo federal, aumentou a demanda por materiais de construção, além de outros itens básicos de alimentação, higiene e saúde.

 

Expectativas do setor


Neste segundo semestre, 45% dos comerciantes acreditam que haverá crescimento nos próximos 3 meses. Apenas 11% esperam queda e 44% dos participantes acreditam na estabilidade. Em todos os casos, as empresas maiores se revelaram mais otimistas do que as de pequeno porte (até 4 funcionários).

 

Alinhando a empresa com as tendências do mercado

 

Qualquer negócio que almeja sucesso e reconhecimento, principalmente aqueles ligados à área de vendas, deve estar obrigatoriamente presente no meio digital. Mas não adianta apenas ter um site e alguns perfis em redes sociais, pois é preciso tomar ações concretas e capazes de gerar resultados. 

O mercado é bastante dinâmico e garantir que a empresa está acompanhando as tendências do mercado é ser capaz de atender as demandas dos clientes.

 

Em um momento de pandemia, por exemplo, os clientes estão em casa e optam por compras online através de plataformas seguras. Ou seja, o e-commerce é a principal ferramenta de vendas durante esse período. No entanto, já há pesquisas mostrando que esse comportamento deve permanecer mesmo depois da pandemia. Portanto, as ações de marketing digital tomadas agora também serão importantes e trarão frutos no cenário pós-pandemia.

 

Aproximando-se do cliente

 

As redes sociais e todo o ambiente da internet trouxeram consigo um conceito bastante importante que é a interatividade. A interatividade com os clientes é muito mais fácil se todo um ambiente virtual da empresa é oferecido a ele. Ou seja, os produtos da empresa devem ser levados até o cliente através de uma tela de computador ou celular.

 

Devido à pandemia, 60,6% dos varejistas de construção adotaram o modelo remoto com entrega como alternativa para vender. O dado, equivalente ao mês de junho, faz parte de um levantamento da empresa Juntos Somos Mais. Em maio, o índice era de 43,6%. No mês, a compra remota com retirada na loja era oferecida em 11,9% das lojas - número que passou para 30,9% em junho. Antes da pandemia, o principal canal de vendas do setor era o cliente presencial (90%), seguido por telefone (4,8%) e WhatsApp (3,8%). Após este período, a venda presencial caiu para 60,4%, enquanto o WhatsApp e o telefone aumentaram para 20,3% e 17%, respectivamente.

 

Uma grande rede de materiais de construção lançou o "Ajuda Ao Vivo", serviço em que o cliente recebe a ajuda de um profissional por meio de vídeo-chamada. A plataforma inclui auxílio em pequenos reparos, como orientação sobre pintura, instalação ou troca de prateleiras, torneiras, misturadores, duchas, espelhos, cortinas, quadros, acessórios de banheiro e varais de teto. O serviço oferecido é gratuito e pode ser solicitado por clientes que realizaram compras online. A chamada de vídeo dura no máximo 30 minutos e acontece em até 24 horas.

 

É por esses e outros motivos que o investimento na venda online é um passo fundamental para atravessar a crise. Além disso, como destacado, essas ações tomadas durante a pandemia não deixarão de apresentar resultados quando a crise for superada.

 

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